Sem Papas na Língua – 19/04/2018

Coluna “Sem Papas na Língua” do prof. Deonísio da Silva na rádio BandNewsFM Fluminense, do dia 19/04/2018, falando sobre a origem de palavras de nosso cotidiano. Hoje o assunto foi eleições, a terra prometida, leite e mel.

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Sem Papas na Língua – 12/04/2018

Coluna “Sem Papas na Língua” do prof. Deonísio da Silva na rádio BandNewsFM Fluminense, do dia 12/04/2018, falando sobre a origem de palavras de nosso cotidiano tais como sexta-feira e bruxa além da expressão “Caça às bruxas”.

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Sem Papas na Língua – 05/04/2018

Coluna “Sem Papas na Língua” do prof. Deonísio da Silva na rádio BandNewsFM Fluminense, do dia 05/04/2018, falando sobre a origem de palavras de nosso cotidiano tais como curioso e jurisprudência.

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Sem Papas na Língua – 29/03/2018

Coluna “Sem Papas na Língua” do prof. Deonísio da Silva na rádio BandNewsFM Fluminense, do dia 29/03/2018, falando sobre a origem de palavras de nosso cotidiano tais como páscoa, coelho e chocolate.

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Sem Papas na Língua – 22/03/2018

Coluna “Sem Papas na Língua” do prof. Deonísio da Silva na rádio BandNewsFM Fluminense, do dia 22/03/2018, falando sobre a origem de palavras de nosso cotidiano tais como ativista, vereador e prefeito, em referência ao assassinato da parlamentar Marielle Franco.

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A absurda falta de higiene na idade média

Nos filmes com temática medieval de Hollywood, vemos nobres abastados, belas damas maquiadas, penteadas, cheias de jóias, vestindo túnicas pulcras e branquinhas. Tudo fachada, pois como já lemos no artigo “O passado, em verdade, foi uma época em que nenhum de nós gostaríamos de viver”, em um período entre a queda do Império Romano até a descoberta da América, a higiene pessoal não era considerada uma prioridade.

banhos

Os médicos achavam que a água, sobretudo quente, debilitava os órgãos, deixando o corpo exposto a insalubridades e que, se penetrasse através dos poros, podia transmitir todo tipo de doenças. Inclusive começou-se a espalhar a idéia de que, uma camada de sujeira protegia contra as doenças e que, portanto, o asseio pessoal devia ser realizado “a seco”, só com uma toalha limpa para esfregar as partes expostas do corpo.

Os médicos recomendavam que as crianças limpassem o rosto e os olhos com um trapo branco para limpar o sebo, mas não muito para não retirar a cor “natural” (encardida) da tez. Na verdade, os galenos, consideravam que a água era prejudicial à vista, que podia provocar dor de dentes e catarros, empalidecia o rosto, deixava o corpo mais sensível ao frio no inverno e a pele ressecada no verão. Ademais, a Igreja condenava o banho, por considerá-lo um luxo desnecessário e pecaminoso.

A falta de higiene não era apenas um costume dos pobres, a rejeição pela água, chegava aos estratos mais altos da sociedade. As damas mais entusiastas do asseio tomavam banho, quando muito, duas vezes ao ano, e o próprio rei só o fazia por prescrição médica e com as devidas precauções.

Os banhos, quando aconteciam, eram tomados em uma tina enorme cheia de água quente. O pai da família era o primeiro a tomá-lo, logo os outros homens da casa, por ordem de idade e depois as mulheres, também por ordem de idade. Enfim chegava a vez das crianças e bebês, que podiam se perder dentro daquela água suja. Não é à toa que as crianças tinham grande desgosto em tomar banho e que havia grande mortandade entre elas.

Tudo era reciclado. Tinha gente dedicada a recolher os excrementos das fossas, para vendê-los como esterco. Os tintureiros guardavam urina em grandes tinas, que depois usavam para lavar peles, branquear telas e amaciar couro. Os ossos eram triturados para fazer adubo. O que não se reciclava ficava jogado na rua, porque os serviços públicos de limpeza urbana e saneamento, não existiam ou eram insuficientes. As pessoas jogavam seu lixo e dejetos em baldes, pelas portas ou janelas de suas casas ou dos castelos. Imagine a cena: o sujeito acordava pela manhã, pegava o pinico e jogava o que tivesse dentro, ali da sua própria janela.

O mau cheiro que as pessoas exalavam por debaixo das roupas, era dissipado pelo leque. Mas só os nobres tinham lacaios que faziam este trabalho. Além de dissipar o ar fétido, também servia para espantar insetos que se acumulavam ao seu redor. Os príncipes dos contos de fadas fediam mais do que seus cavalos!

Na Idade Média a maioria dos casamentos era celebrado no mês de junho, bem no começo do verão boreal. A razão era simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim sendo, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. De qualquer forma, como algumas pessoas fediam mais do que as outras ou se recusavam a tomar banho, as noivas levavam ramos de flores, ao lado de seu corpo nas carruagens para disfarçar o mau cheiro. Tornou-se, então, costume celebrar os casamentos em maio, depois do primeiro banho. Não é ao acaso que hoje, maio é considerado o mês das noivas e dali nasceu a tradição do buquê de flores das noivas.

Nos palácios e casas de família a existência dos banheiros era praticamente nula, nem “casinha” existia. Quando a necessidade imperava, o fundo do quintal ou uma moita eram escolhidos segundo a preferência de cada um. Não era incomum também, ver alguém defecando nos cantos ou becos das ruas. Os sistemas de esgoto ainda não existiam; portanto as cidades medievais eram verdadeiros depósitos de lixo e excremento. Grandes metrópoles como Londres ou Paris podiam ser consideradas naquele tempo, como alguns dos lugares mais sujos do planeta.

Os mais ricos tinham pratos e canecas de estanho. Certos alimentos oxidavam o material levando muita gente a morrer envenenada, sem saber o porquê. Alguns alimentos muito ácidos, que provocavam este efeito, passaram a ser considerados tóxicos durante muito tempo. Com os copos ou canecas, ocorria a mesma coisa: o contato com uísque ou a cerveja, fazia com que as pessoas entrassem em um estado de narcolepsia, produzido tanto pela bebida quanto pelo estanho. Alguém que passasse pela rua e visse alguém neste estado, podia pensar que estava morto e logo preparavam o enterro. O corpo era colocado sobre a mesa da cozinha durante alguns dias, enquanto a família comia e bebia esperando que o “morto” voltasse à vida ou não. Foi daí que surgiu o costume de beber ao morto e mais tarde, o velório feito junto ao cadáver.

O Rei Henrique VIII, famoso por romper com a Igreja Romana e por ter se casado seis vezes, tinha mais de 200 empregados, que lhe serviam como: cozinheiros, carregadores, abanadores, etc. Mas os serventes com a pior das sortes, eram aqueles que deviam cuidar das “necessidades” do rei: tinham que “despiolhá-lo” uma vez ao dia, limpar sua “poupança”, depois que fizesse suas necessidades e lavar suas partes íntimas, enquanto o rei permanecia sentado e pasmem, inclusive, quando a rainha estava grávida e o monarca sentia certas carências, um dos serviçais, homem ou mulher, devia satisfazer suas necessidades.

As mulheres ricas e nobres da era Tudor, usavam maquiagem não só como uma indicação de seu status e classe social, como também para esconder cicatrizes de várias doenças, como varíola, por isso a maquiagem pesada era moda. Os perfumes eram populares junto com os cremes e pomadas para amaciar a pele.

No entanto, mesmo diante desta “porqueira” toda, quando um nobre viajante ou qualquer membro da nobreza se apresentava perante o rei ou a rainha, devia se inclinar em sinal de veneração e se por acaso esta pessoa, nesse exato momento, tivesse a má sorte de deixar escapar “um gás”, em frente do monarca, a pena era o desterro. Ele era enviado para longe e sem poder regressar por 7 anos, isso se o rei decidisse que ele(a) poderia voltar. Isto muito provavelmente originou a vergonha e desaprovação de “flatular” na frente dos outros, mesmo sendo um ato natural, comum a todos os mamíferos.

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Sem Papas na Língua – 16/03/2018

 

Coluna “Sem Papas na Língua” do prof. Deonísio da Silva na rádio BandNewsFM Fluminense, do dia 16/03/2018, falando sobre a origem de palavras de nosso cotidiano tais como crime, assassino e execução.

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